sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

our happy days :)


Meu coração, obrigada pelos melhores dias de aniversário de sempre!
Que venham todos eles, sempre com mais abraços a plátanos, mais cisnes (e Lago dos/com Cisnes), mais Ruy Belo, mais Walt Whitman, mais melomania, mais Terrence Malick e mais vales muito doces e carinhosos!

Amo-te tudo, minha vida inteira, dádiva eterna.

(Suspiro-te todos os dias...)

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

I really, really miss you...


(preciso-te tanto, doce Tomé, meu amor *)

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

insight

(a falta que me fazes * )

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

é isto.


Nós.
Casa.
Vida.
Amor.
Beleza.
Livros.
Natureza.
Música.
Harmonia.
Paixão.
Sempre.
Tudo.
Nós.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

flying kites

let's fly some kites, girl. (flying kites in the cold december beach: how awesome can life be?)

terça-feira, 29 de novembro de 2011

lovemaking



Amo-te tanto... *

domingo, 27 de novembro de 2011

the nobleman



um homem forte, de cultura elevada, hábil em todas as actividades corporais, que se sabe dominar e respeitar, a quem lhe é lícita a ousadia de permitir-se o âmbito inteiro e a inteira riqueza da naturalidade, que é suficientemente forte para poder também ser livre; o homem de tolerância, não por debilidade, mas sim por força, porque sabe empregar em seu proveito mesmo aquilo que faria perecer uma natureza média; o homem para o qual não há já nada proibido, a não ser a fraqueza, chame-se esta vício ou virtude... Esse espírito chegou a ser livre.


nietzsche, considerações de um intempestivo in crepúsculo dos ídolos


O meu amor tem a fibra dos homens nobres e grandes. amo-te *

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Take me through the sweet valley / Where your heart blooms

So bury me in wood
And I will splinter
Bury me in stone
And I will quake
Bury me in water
And I will geyser
Bury me in fire
And I'm gonna phoenix
Teu (por tudo) *

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

chasing lovers


Anda cá, pézinho... Não fujas. Quero-te! *

(me and you and everyone we know)

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

's'

«lua cheia já fará...»

(quase quase lá, minha metade inteira * )

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

domingo, 9 de outubro de 2011

Amar-te com Bach



E os seus cravos bem temperados.

Adoro-te tanto, meu querido Tomé! *

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

minha menina do mar

«quando eu morrer voltarei para buscar os instantes que não vivi junto do mar»

quando tivermos o nosso «lobo do mar», minha little life giver, teremos o mar por inteiro, e todos os faróis do mundo... <3

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

amo-te


com o coração inteiro. mais, a cada dia.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

quinta-feira, 28 de julho de 2011

«o possível é o futuro do impossível»

Impossível

Disseram-me hoje, assim, ao ver-me triste:
“Parece Sexta-Feira de Paixão.
Sempre a cismar, cismar de olhos no chão,
Sempre a pensar na dor que não existe...

O que é que tem?! Tão nova e sempre triste!
Faça por estar contente! Pois então?! ...”
Quando se sofre, o que se diz é vão...
Meu coração, tudo, calado, ouviste...

Os meus males ninguém mos adivinha...
A minha Dor não fala, anda sozinha...
Dissesse ela o que sente! Ai quem me dera!...

Os males de Anto toda a gente os sabe!
Os meus... ninguém... A minha Dor não cabe
Nos cem milhões de versos que eu fizera!...


'bora lá, miúda... <3

domingo, 10 de julho de 2011

DDS #7



O que será, amor meu?


(Je voudrais vous donner le jus des grenadilles, ma petite * )

sexta-feira, 8 de julho de 2011

DDS #6, ou «O Amor e o Apocalipse», ou «Old is always better»

Re-passeando-me pela «The Age of Adz», sei o quão perto o Amor está do Apocalipse.

É assim uma distância tão pertinho como o tempo há que te não vejo. Assim um perto mais perto do que a falta das tuas mãos nas minhas. É um tudo mais perto do que acordar de manhã e ver-te embrulhada nos nossos lençóis, sossegada, feita presente de Natal para uma criança que nem percebe bem o que fez para merecer prenda tão perfeita. É um não saber bem como dizer coisas que se não conseguem dizer senão com o corpo. É ter-te em falta pelo sorriso e pelo abraço. É deixar de conseguir saber o sabor da fruta porque faltas tu para te dizer a que sabe. É deixar de correr, do trabalho para casa, sabendo que me esperas, e sabendo que todos os segundos que chegar mais cedo são mais segundos para nós. É um não saber muito bem como é que se vive, é uma desaprendizagem (in)volutária, um desleixe contínuo por tudo, uma negligência universal, uma apatia emocional, um apagar individual, um crescendo decrescente. Tudo.

O Amor está tão perto do Apocalipse como as Saudades que te tenho.


Post Scriptum: «A medida do amor é amar sem medida.» Elogio do Amor, de Jean-Luc Godard.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

lettres de tuileries


Aujourd'hui, la petite fille a été vue avec un jeune fils grecque, un petit gâteau et un mer de café. Ceux qui l'ont vu disent qu'elle était heureuse, mais que le manquait quelque chose... Le petit copain, le bisou, l'amour. 

Tu me manques *

domingo, 3 de julho de 2011

DDS #1


«And the meteorite's just what causes the light
And the meteor's how it's perceived
And the meteoroid's a bone thrown from the void that lies quiet in offering to thee»
JN

«I still love you a lot; Oh! I love you from the top of my heart
And on your breast I gently laid. Oh! My head in your arms»
SS

serve a nebulosa do anel, amor, para reiterar o pedido: casa-me. (existem sete biliões de pessoas no mundo, meu amor, e apenas casarei contigo. sempre.)

terça-feira, 28 de junho de 2011

Promessas que se cumprem


Paris em nós <3

prochaine station: Abbesses


Presque là!
Je t'attendrai sous le ciel de Paris <3

terça-feira, 7 de junho de 2011

bold

O meu amor tem lábios de silêncio
e mãos de bailarina
e voa como o vento
e abraça-me onde a solidão termina

O meu amor tem trinta mil cavalos
a galopar no peito

e um sorriso só dela
que nasce quando a seu lado eu me deito


O meu amor ensinou-me a chegar
sedento de ternura

sarou as minhas feridas
e pôs-me a salvo para além da loucura

O meu amor ensinou-me a partir
nalguma noite triste

mas antes, ensinou-me
a não esquecer que o meu amor existe


(assim mesmo: o que me é importante em ti, Maria, ponto por ponto.)

domingo, 29 de maio de 2011

das casas das grandes florestas e das casas dos grandes lagos

roubar-me-ás, e ter-me-ás, meu amor, na nossa casa nas grandes florestas. ter-me-ás também na nossa casa junto dos grandes lagos, em chicago, com o sufjan, em toronto, com a leslie.

em casa, nós, e os nossos. com petizes abraçados em nós, nos cangurus, e correndo pela casa, com flores em vasos e no jardim, com janelas grandes, com pomares longos, e baloiços de corda em árvores. com vinho, com velas e com risos. preciso tanto a nossa Família, Maria. quero todo o meu tempo para nós. mais do que três vidas inteiras.

casimir pulaski day


E tão próximo do nosso dia. V 

Meu amor, posso confessar-te o quão em sonho me sinto com as Histórias dos Grandes Estados?

(posso um dia roubar-te para uma casa nossa assim perto das grandes florestas?)

sexta-feira, 27 de maio de 2011

making lemonade



Preciso-te tanto, meu amor *

quarta-feira, 11 de maio de 2011

828


Deixa dizer-te os lindos versos raros
Que a minha boca tem pra te dizer!
São talhados em mármore de Paros
Cinzelados por mim pra te oferecer.

Têm dolência de veludos caros,
São como sedas pálidas a arder…
Deixa dizer-te os lindos versos raros
Que foram feitos pra te endoidecer!

Mas, meu Amor, eu não tos digo ainda...
Que a boca da mulher é sempre linda
Se dentro guarda um verso que não diz!

Amo-te tanto! E nunca te beijei...
E nesse beijo, amor, que eu te não dei
Guardo os versos mais lindos que te fiz!

Sou das ciências, meu amor, e conto. Conto as coisas que fiz e, sobretudo, as que ainda não fiz. Melhor: contabilizo. Sento-me, no quarto quase escuro, entre papéis no chão e roupa por e para lavar, e vou fazendo riscos que são a nossa vida. Entre números e tempos, escrevinho as músicas e os poemas que nos quero, sonho os nossos livros, vejo os nossos pequenos e sinto o teu cheiro. Tanta insatisfação, amor! Tanto mais querer, para nós... Há tnato que temos ainda de fazer...

Sinto-te tanta falta, Maria!...

segunda-feira, 2 de maio de 2011

XXVII


Também a 2 de Maio nasceu o grande Novalis, meu amor. O Romantismo Alemão, quase tão grandioso quanto nós, faz-me sonhar-te, sofrer-te, desesperar-te. Nos Fragmentos tenho lido sobre a Natura, a Arte, a Poesia. Hoje, li sobre a Vida, e, perguntei-me, poderia ele antever uma Vida tão perfeita, tão fonte de tudo, tão adorada por isso mesmo, quanto a nossa?

O que é mais do que a Vida? - o culto da vida como culto da luz.

domingo, 1 de maio de 2011

quinta-feira, 28 de abril de 2011

atirar e puxar

Atiram-se os braços para a frente, agarra-se a pessoa de que se precisa e pronto.

Serve o presente para te amar mais, Maria, para te beijar de letras e do fundo. Reconheço-te a vida inteira, meu amor.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

le meilleur est à venir




Mais je t'embrasse et ça passe
Tu vois bien
On s'débarrasse pas de moi comme ça


(Sempre para ti)

segunda-feira, 18 de abril de 2011

As Elegias de Duino

Castello di Duino
(Antiga fortaleza romana, com vista para o Adriático, onde Dante terá escrito algumas partes de A Divina Comédia, e Rilke se refugiou no Inverno de 1911/12 e escreveu As Elegias de Duíno, dedicadas à Princesa Marie von Thurn und Taxis-Hohenlohe)


Yes, the springtimes needed you. Many a star was waiting
for your eyes only. A wave swelled toward you
out of the past, or a violin surrendered itself
as you walked by an open window. All that was mission.

Rainer Maria Rilke, The First Elegy


Aqui te beijo, meu amor, com a grandeza dos poetas na bela Itália.

Yes, I can see now



E verei sempre, meu amor, com o Coração.
Amo-te Tudo.

terça-feira, 12 de abril de 2011

mimos de letras


Finalmente com direito a marcadores (com técnicas do Senhor Google!)

domingo, 3 de abril de 2011

Eu, Ariana

Ariane é um navio.
Tem mastros, velas e bandeira à proa,
E chegou num dia branco, frio,
A este rio Tejo de Lisboa.

Carregado de Sonho, fundeou
Dentro da claridade destas grades...
Cisne de todos, que se foi, voltou
Só para os olhos de quem tem saudades...

Foram duas fragatas ver quem era
Um tal milagre assim: era um navio
Que se balança ali à minha espera
Entre as gaivotas que se dão no rio.

Mas eu é que não pude ainda por meus passos
Sair desta prisão em corpo inteiro,
E levantar âncora, e cair nos braços
De Ariane, o veleiro.

terça-feira, 29 de março de 2011

convicções


Este ano beijamo-nos em Hôtel de Ville.

domingo, 27 de março de 2011

Dizia a minha mãe que o melhor da melodia é virar o disco e vem logo uma nova companhia. Mas eu não quero assim. Vem p'ra mim.

Lua cheia já fará e eu não sei onde ela está
Deito-me eu que é amanhã segunda-feira
Tento em vão adormecer mas eu não sei como fazer
Sinto o tempo a despassar-me a noite inteira

De onde vem a sensação privar-me a mente da razão
Um dia foi sem si e faz já lua-cheia
Pesa dentro o coração, como se o medo e a aflição
Fossem durar-me aqui no peito a vida inteira.

Noite escura fora faz e eu anseio a minha paz
Penso em Deus. Se mal fiz eu, ou coisa feia.
Se algum dia fui um chato ou disse em tom mais insensato
Alguma coisa ao lado errado ou fiz asneira...

Minha voz não soará, da minha boca sairá
Só coisas para teu prazer, se ainda houver maneira.
Lua cheia fora faz e eu não sei onde tu estás
Sem ti não sei do mundo eu já não tenho ideia.


Sempre sempre sempre só só só teu. Completa, total, eterna, incondicional e universalmente teu, Maria.

terça-feira, 22 de março de 2011

domingo, 20 de março de 2011

greatness

Meu amor,

Há quase dois anos que Ela nos visitou. Meu querido, meu Anjo, ainda hoje tenho medo, não o escondo. Foi demasiado horrível, a inacção completa, Ela a apoderar-se de mim, galopante. Há coisas de que me não lembro. Sei que não percebia na plenitude o que se passava, mas há imagens que me perseguem. A imagem da máscara, a imagem do pano no rosto, a dor, o tormento dessa dor, as tuas lágrimas. Meu amor, uma vez tive um sonho. Tive dois sonhos, aliás. Num deles eu estava numa falésia, de cadeira-de-rodas, com uma menina, também ela de cadeira-de-rodas. De repente, a cadeira começava a correr em direcção à falésia e eu caía. Acordei. No outro sonho, eu estava a conduzir um carro, embora as minhas pernas nada sentissem ou coordenassem. Estavam enroladas por debaixo do banco, como se fossem meros acessórios do meu corpo. Acessórios parcos de vida. Também nesse sonho perdia o controlo do carro e nada conseguia fazer. Acordei e nem sequer numa cadeira de rodas estava. Não me mexia, não falava sequer. E tudo o que quis, nesse momento, foi um abraço, daqueles por inteiro, que alguém me pegasse ao colo e me levasse daquele sítio, em que uma luz branca me olhava nos olhos, me fixava. A prisão no próprio corpo. Ser-se aquilo e já não se ser. Deixei de ser aquele corpo, sabes? Um corpo que me matava não podia ser o meu corpo, a quem eu também amara.

Meu amor, nós vencemos tudo isso. E sei, sem qualquer dúvida de que, se hoje vivo, é por ti. Pelo nosso V, daquele dia em que ambos nos olhámos e pensámos que a nossa vida nos estava a ser roubada. Tomé, meu Coração, minha Bravura, minha Coragem. Amo-te. Amo-te e tanto te devo. A nossa força é maior do que a vida e do que a morte. O nosso Amor é mais resistente do que qualquer metal da terra. Meu amor... Como é que a nossa história não figura nos grandes romances de amor? Somos vida e coragem. Somos a Força. Juntos somos Grandes. Sei que somos eternos. Adoro-te.

Um dia levaste-me isto, lembras-te?, e confiaste de que iríamos juntos ao Cinema São Jorge, nas primaveras de Maio. Meu Senhor e Marido, existo por ti. Pela alegria e vontade de todos aqueles dias e todos aqueles desde então. Sei-me a mais feliz mulher deste mundo. A mais afortunada. A mais honrada. Bem sabes que nem todas as mais belas palavras escritas por todos os poetas desta terra conseguirão, por uma vez que seja, cantar o nosso Amor. Mas ainda assim, Tomé Rey Veríssimo, a nossa, a tua Devoção, por nós, por mim, pela Vida, quero relembrá-la, fazendo o Elogio do Amor, aqui.




Para Sempre tua,

Maria.

to stand



Para a Siena, com todo o nosso amor.

segunda-feira, 14 de março de 2011

coisas que já ninguém faz


comemorar um noivado. não é um qualquer, é o nosso. o mais belo e perfeito de todos. tão cheio de vida, e tão inteiro. um noivado que nega o miguel esteves cardoso quando este diz que hoje em dia já ninguém se apaixona de verdade, e devolvemos-lhe tudo o que ele pede: a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo.

és-me a vida inteira, maria.

quinta-feira, 10 de março de 2011

liberté




if I was crying 
in the van, with my friend 
it was for freedom 
from myself and from the land 

(thank you, my Beloved)

quarta-feira, 2 de março de 2011

vinte e zinco



Com toda a Arte e Vida em nós, Tomé.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

conchar/to spoon



É isso que, verdadeiramente, interessa.
(Tu & Eu Sempre)

we love rainy days


Beijos de Amours Imaginaires

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

absolvição e salvação

Maria, lembrando Tomé

Em que pensar, agora, senão em ti? Tu, que
me esvaziaste de coisas incertas, e trouxeste a
manhã da minha noite. É verdade que te podia
dizer: «Como é mais fácil deixar que as coisas
não mudem, sermos o que sempre fomos, mudarmos
apenas dentro de nós próprios?» Mas ensinaste-me
a sermos dois; e a ser contigo aquilo que sou,
até sermos um apenas no amor que nos une,
contra a solidão que nos divide. Mas é isto o amor:
ver-te mesmo quando te não vejo, ouvir a tua
voz que abre as fontes de todos os rios, mesmo
esse que mal corria quando por ele passámos,
subindo a margem em que descobri o sentido
de irmos contra o tempo, para ganhar o tempo
que o tempo nos rouba. Como gosto, meu amor,
de chegar antes de ti para te ver chegar: com
a surpresa dos teus cabelos, e o teu rosto de água
fresca que eu bebo, com esta sede que não passa. Tu:
a primavera luminosa da minha expectativa,
a mais certa certeza de que gosto de ti, como
gostas de mim, até ao fim do mundo que me deste.



Pedro, lembrando Inês
Nuno Júdice

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

all thoughts


Todos os dias, de coração cheio, contigo, Maria.

na noite, procuro-te

E as lágrimas correm como se fosse Anna Karina.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

The right stuff


"The great moments of your life won't necessarily be the things you do. They'll also be the things that happen to you. Now, I'm not saying you can't take action to affect the outcome of your life. You have to take action. And you will! But never forget, that on any day, you could step out the front door, and your whole life could change forever. You see, the Universe has a plan kids; and that plan is always in motion. A butterfly flaps its wings, and it starts to rain. It's a scary thought, but it's also kind of wonderful. All these little parts of the machine constantly working... Making sure that you end up exactly where you're supposed to be.. exactly when you're supposed to be there. The right place. At the right time."

Muitas vezes, amor, penso o que teria sido de nós se não tivéssemos sido. Se não estivesse no Porto. Se não te escrevesse. Se não tivesse vindo. Se não tivesses respondido. Se não tivesses aparecido. Se não tivesses voltado.

Sempre te amei, Maria. Amava-te já desde antes de nós. Amava-te enquanto ideia, imagem, reflexo, miragem. Queria-te e desejava-te. Quase te sentia o cheiro, juro. Amei-te enquanto amiga, mulher, esposa, amante e namorada. Amei-te dia e noite, sob o sol do Verão e a chuva do Inverno. As minhas noites eram tuas, e os dias também. Tudo. A casa era tua, mas não moravas lá. A almofada era tua, mas não era naquela que adormecias nem na minha que acordavas. Em momento algum eu te não tive em mim. Em toda a minha vida. Nasceste em mim comigo, meu amor.

E vim, do mundo até ti, também por entre vinhas sobredos vales socalcos searas serras atalhos veredas lezírias e praias claras. Também aqui, como se fosse em Califórnia 21, meu amor, eu te esperava todos os dias. E aconteceu também tu me esperares. Um dia, tu de laço no cabelo, eu de sobretudo abraçado ao peito. Trazias o livro que na altura lias, se bem me lembro, e eu levava o meu. Ali, mesmo ali ao pé do mar, foi onde nos beijámos pela primeira vez. Naquele jardim, junto àquele riacho que agora mais claro vemos, cresceram as nossas flores, uma por uma, com tempo, como quem tem a paciência de esperar que a vida aconteça por saber de antemão o que a vida lhe espera. Não de concreto, claro, mas de completo. Uma por uma, dizia-te, medraram as nossas flores. Dos bolbos sairam caules, e dos caules folhas, e, bem na ponta, as mais maravilhosas flores. E dentro das flores, cresceram as pétalas, e os estames, e destes o nosso próprio pólen se desprendeu, e dessas flores outras nasceram, e cresceram, e, juntas, fizeram o jardim que somos. A cada instante, bebendo a água e a natureza da terra que os nossos pés nús haviam já pisado, dessas outras novas flores, outras mais belas ainda brotaram. E árvores também, com troncos grossos e fortes como Zeus, e de onde se esboçaram frutos doces como Hera.

E dessas flores todas fizeram-se cidades e pessoas, e imagens, e sons. Movimento. Do nosso chão nasceu a vida que vejo. Olho para a minha esquerda, e vejo-nos correndo por entre as estátuas do Louvre, esquivando visitantes e guardas. Mais ao fundo, vejo também o Ben Webster adormecendo os nossos petizes. Virando-me para a direita, sinto o cheiro de caminhadas em Villa Borguese, comentando a pérola do brinco de uma rapariga, e sorrindo sobre tolices de Shakespeare. Se me voltar para trás, meu amor, tenho-nos partilhando o Metropolis, entre mantas, e com os pés apoiados numa pilha de poemas celtas sobre o amor entremeados com Rulfo e Cristina Campo. Mesmo por diante de mim, e até onde a minha vista alcança, é-me fácil distinguir todas e cada uma das flores: os lírios, balançando ao vento como as notas de música, as tulipas, coloridas como as palavras, as flores de laranjeira, como os nossos lençóis, os narcisos, belos como os nossos pequenos, as magnólias e as orquídeas, puras e simples como os nossos dias, as gerberas, divertidas como o Une femme est une femme, e as flores de cerejeira, imaculadas como o porto Kyoto onde tantas vezes nos abrigaremos.

E mais, amor, muito mais. Mais existe, e mais temos. Mais somos, e mais sabemos. Isto é o que vejo, é o pouco que sei e reconheço. Sei também, porém, o quanto ainda por completo não vi: a nossa vida inteira. Sei a que sabe e a que cheira. Sei o sonho que é, e sei o amor que temos. Como Calvino, tenho-me com desejos em demasia, de subir para o topo das árvores mais frondosas do nosso jardim, e desafiar o mundo, desafiar a vista, saborear o vento da nossa vida. Ver mais longe, ainda. Mas, como as nossas flores, tenho também o sossego no coração. A calma e a satisfação de saber que o porvir é isso mesmo: por vir. Mas virá, apesar de ainda não ter chegado. E, a cada novo passo que dermos, teremos um outro novo mundo, bem mais admirável do que o outro: é o nosso.


Desde o primeiro dia, Maria, que te guardo o cheiro, o sabor e o toque. Eras igual ao sonho, mas melhor. Amo-te em todos os dias da nossa escola.



Com o amor de Apollo e Afrodite, do sempre teu,

Tomé

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

palavras de Sophia

Para atravessar contigo o deserto do mundo
Para enfrentarmos juntos o terror da morte
Para ver a verdade para perder o medo
Ao lado dos teus passos caminhei

Por ti deixei meu reino meu segredo
Minha rápida noite meu silêncio
Minha pérola redonda e seu oriente
Meu espelho minha vida minha imagem
E abandonei os jardins do paraíso

Cá fora à luz sem véu do dia duro
Sem os espelhos vi que estava nua
E ao descampado se chamava tempo

Por isso com teus gestos me vestiste
E aprendi a viver em pleno vento

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

perfect.

From the autumn of 1999 until the spring of 2004 I lived in the first floor apartment in a Victorian house on Castro Street in San Francisco," Noah recalls. "At first, I lived alone in a room that was about the right size for an infant to feel comfortable, and that had, in fact, once been a nursery. After a while, I moved into the room down the hall from the nursery. It was bigger and I shared it with my girlfriend Joanna and her harp and all the collected materials of our lives. Among the waves of our life in this room, Joanna wrote most of the songs that ended up being her first album, and I wrote these songs."

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

é tão fácil


    Easy, easy.
    My man and me,
    we could rest and remain here, easily.
    We are tested and pained
    by what's beyond our bed.
    We are blessed and sustained
    by what is not said.

    No-one knows what is coming, or
    who will harvest what we have sewn,
    or how I've been dulling, and dumbing,
    in the service of the heart alone,

    or how I am worn to the bone
    by the river,
    and, in the river made of light,
    I'm your little life-giver.
    I will give my life.

    Haven't you seen what I've seen?
    Don't you know what you ought to do?
    I was born to love,
    and I intend to love you.

    Down in the valley,
    where the fields are green,
    Watch my luck turn, fro and to;
    pluck every last daisy clean,
    till only I may love you.

    I am easy,
    easy to keep.
    Honey, you please me
    even in your sleep.
    But my arms want to carry.
    My heart wants to hold.
    Tell me your worries. I want to be told.

    Sit, and see how the fog,
    from the port in the bay,
    lays like snow
    at the foot of the roanoke;

    hear the frog, going courting,
    till the day he croaks,
    saying, even then,
    There is light in the river.
    There is a river made of light.
    C'mon, little life-giver.
    Give your life.

    Who asked you?
    Who asked you
    if you want to be loved by me?
    Who died, and made you in charge
    of who loves who?

    All the livelong day,
    if I have my way, I will love you.
    But One can't carry the weight,
    or change the fate, of Two.
    I've been waiting for a break.
    How long's it gonna take?
    Let me love you.
    How about it?
    How about what I have to say?
    How about that livelong day?
    How am I gonna stay here
    without you?

    Easy, easy.
    You must not fear.
    You must meet me, to see me.
    I am barely here.
    But, like a Bloody Mary,
    seen in the mirror:
    speak my name
    and I appear.


(A música da Joanna durará para sempre em ti e em mim. Mãos apertadas e corações cheios a galopar no peito uma vida inteira.)

domingo, 23 de janeiro de 2011

Ner/Des

Como pensar no casamento perfeito: Neruda e "Desnuda".


Desnuda eres tan simple como una de tus manos,
Lisa, terrestre, mínima, redonda, transparente,
Tienes líneas de luna, caminos de manzana,
Desnuda eres delgada como el trigo desnudo.

Desnuda eres azul como la noche en Cuba,
Tienes enredaderas y estrellas en el pelo,
Desnuda eres enorme y amarilla
Como el verano en una iglesia de oro.

Desnuda eres pequeña como una de tus uñas,
Curva, sutil, rosada hasta que nace el día
Y te metes en el subterráneo del mundo
Como en un largo túnel de trajes y trabajos:
Tu claridad se apaga, se viste, se deshoja
Y otra vez vuelve a ser una mano desnuda.


És a minha vida, minha Maria.


Teu,

Tomé

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

sem cordas, nem amarras

























(Mesmo!)

Ilustração daqui

pés de princesa


















Com eles, a caminho de um Godard, com um Kant debaixo do braço e de mão dada contigo, em Paris.

(Obrigada por tudo, pequeno *)

domingo, 16 de janeiro de 2011

assumir as evidências

Now that I'm alone I feel the lonely brokenness
Of all the wicked avenues I've ever sold my love on
All these moments of meekness and trembling subsided
I'm the outright abandon of this orphan child
Home is on the highway living on soft bread and solace
I guess I'm waiting for nightfall or a solar eclipse
And to wake up half empty
Only to be filled again with mourning
He's my evil shadow dove
My black Palamito
Can't break him like a diamond skull
I can't seem to do so
Can't just rob him out like the
Mob used to do so
Like memories of porno and tearstains
And tobacco O it's a mini disastro
Bigger than the ice age don't know if baby dinosaurs
Maybe could live through it, like Indians and butterflies
What's crushed is my spirit, Oh I fear it is too fragile
Like fall leaves burn like paper

I always knew I would spend a lot of time alone
No one would understand me
Maybe I should go and live amongst the animals
Spend all my time amongst the animals
And on the tracks I would go they lead to the sea
To be amongst the animals

Oh I'm just afall leaf something simple and shy lie that
That's how my heart lies down beside the sidewalk
Like an empty restaurant filled with perfume and balloons
I sit and entertain the bisarro ghosts of my soul
His name still lingers maybe lactates on my tongue
Perhaps I'm just teething for a foreign fallen destiny
Miserable but mine, I look like his mother
Or Sophia Loren in an old fashioned movie
Slow motion I cling to my child desperate for love
One day soon my brother died, made me remember all the
Subordinate feelings I cast aside
Maybe I had lied when I said I was ok
Just getting along like a little song that stops to sing and say
"Wild willow, windy winter won't you blow through me
My whole eternity"

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Do Andrade para ti

Entre os teus lábios

Entre os teus lábios
é que a loucura acode,
desce à garganta,
invade a água.

No teu peito
é que o pólen do fogo
se junta à nascente,
alastra na sombra.

Nos teus flancos
é que a fonte começa
a ser rio de abelhas,
rumor de tigre.

Da cintura aos joelhos
é que a areia queima,
o sol é secreto,
cego o silêncio.

Deita-te comigo.
Ilumina meus vidros.
Entre lábios e lábios
toda a música é minha.


Com o meu amor, pelo meio. Sabe-me sempre teu, desde o dia primeiro. (E a cada dia mais)

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

domingo, 9 de janeiro de 2011

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

nós pelo olhar de antonioni

A tempestade chama-nos para o abraço.

domingo, 2 de janeiro de 2011

fantasias

e porque é dia de XXIII

Devíamos correr noite fora, de mãos dadas e de sorrisos, ao som disto!

XXIII


«in the street of the sky night walks scattering poems»



How many times? As long as you wish.

23. Somos grandes, meu amor. E teremos todos quantos quiseres, para sempre.