quinta-feira, 23 de setembro de 2010

help her!




(coisas que me mostras, amor * )

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

papel de parede


Dois em Um. Um em Dois. O amor é gestalt.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

terça-feira, 7 de setembro de 2010

um envelope

rockvelopes - 10 repurposed band flyer envelopes

traz sempre uma boa surpresa consigo.

(até logo)

imagem de nowvember

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

the one i love


casa comigo. para mulher alguma eu olhei nos últimos dois anos. ninguém admirei em toda a minha vida como te admiro a ti. a ninguém desejo como a ti. mãe outra jamais quererei para os meus filhos. nenhuma outra mão estará e repousará na minha mão, que é, também (e só), tua. leva-me, maria. sê a minha mulher. de e para sempre. toma-me, faz-me teu como nunca ninguém o fez. casa comigo, tem casa comigo. o quanto te amo, doce loucura!, e o quão tolo parecerei ao querer-te desta forma tão infinita e incondicional como o nosso amor. amo-te.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

and you become what you always were



A nossa vida é já tão grande e tão bela como o amor e as histórias do Edward Bloom. Seremos sempre maiores do que tudo, em qualquer tempo ou lugar.

(XIX)

XIX

assim como assim, somos mais do que maiores, meu amor. torna-se maior, a cada dia que passa, a vontade de uma vida inteira contigo. e é-me cada vez mais necessária. por tudo.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

quando o boi 'malhado' se demora no coração

"Havia, entre sua manada, um muito triste boizarrão. De manhã até de noite o bicho boiava em rasteira solidão, esquecido de si, dos capinzais e das obrigatórias ruminações. Seus olhos felpudos seguiam todas distracções. Tudo lhe era pretexto, fosse o estremecer de uma sombra, fosse o farfalinar de uma borboleta tricotando o seu voo. O pastorzinho se agastava: que doença estaria a consumir o animal? E se decidiu a segui-lo, de luz a lés. Foi então reparou que o bicho se prendia na visão de uma dada e considerada garça. A ave pernalteava-se, se juntava às nuvens, suas gémeas: sempre e sempre a atenção do boi nela se centrava. O ruminante se imobilizava, impedido. O pastor chambocava o bovino a ver se ele manadeava. O varapau, vuuum-ntááá, estalava nos costados. Nem valia a pena. Pois ele sacudia os lentos cornos e seguia, de impossível, impassível.
Sem nenhum comer, o bicho definhava-se. O pastor nem sabia como explicar a seu tio, dono da criação. Certa noite, ao juntar suas migalhas, o pastor viu aquilo que duvidava de contar. Pois que o boi esticava o pescoço para a lua e declamava mugidos que nunca foram ouvidos. De repente, se agitou todo seu corpo, o bicho parecia estar em parto de si mesmo. De sua garganta se afilaram os gemidos que se foram vertendo, creia-se, num cantarinhar de ave. Às duas por uma, ele começou a minguar, pequenando-se de taurino para bezerro, de bezerro para gato chifrudo. Em violentos arrepios se sacudiu e os pêlos, aos tufos, lhe foram caindo. No igual tempo lhe surgiam plumas brancas. Em instantes, o mamífero fazia nascer de si uma ave, profundamente garça.
O recente pássaro, então, percorreu o redor, procurando não se sabe qual quê com o seu olhar em seta. Até que, de súbito, se vislumbrou uma outra garça, essa mesma que lhe fazia, enquanto boi, demorar o coração. E o transfigurado mamífero acorreu em volejos, se chegando à autêntica ave. Dançou em repentinos saltos, as pernas de nervosa altura, como se estivessem ainda a soletrar os primeiros passos. A terra parecia demasiado pesada para aquele habitante dos céus. Ali ficaram os recíprocos dois, em namoros despregados, soltando brancas fulgurações.
O pastor se garantiu que assim acontecia todas as noites de luar cheio. No roçar da aurora, o boi regressava à condição de tristonho quadripedestre. Sucedeu um ano, contudo, que, por meses seguidos, a lua teimou em não sair. Por tempos consecutivos, as noites se velaram, escuras, viscosas. O boi percorria as nocturnas horas se mantendo boi, mugindo como as acabrunhadas xipalapalas. Morreu na trigésima noite. O pastor assistira a sua lenta agonia e jura ter visto lágrimas deflagrando nos redondíssimos olhos do bicho."

Mia Couto in "Terra Sonâmbula"

i am because we are


"Through fire below, and fire above, and fire within
Sleeped through the things that couldn't have been if you hadn't have been

(...)

All my bones they are gone, gone, gone
Take my bones, I don't need none
Cold, cold cupboard, lord, nothing to chew on!
Suck all day on a cherry stone

Dig a little hole, not three inches round
Spit your pit in the hole in the ground
Weep upon the spot for the starving of me!
Till up grow a fine young cherry tree"


(a falta que me fazes... <3 )