quinta-feira, 28 de julho de 2011

«o possível é o futuro do impossível»

Impossível

Disseram-me hoje, assim, ao ver-me triste:
“Parece Sexta-Feira de Paixão.
Sempre a cismar, cismar de olhos no chão,
Sempre a pensar na dor que não existe...

O que é que tem?! Tão nova e sempre triste!
Faça por estar contente! Pois então?! ...”
Quando se sofre, o que se diz é vão...
Meu coração, tudo, calado, ouviste...

Os meus males ninguém mos adivinha...
A minha Dor não fala, anda sozinha...
Dissesse ela o que sente! Ai quem me dera!...

Os males de Anto toda a gente os sabe!
Os meus... ninguém... A minha Dor não cabe
Nos cem milhões de versos que eu fizera!...


'bora lá, miúda... <3

domingo, 10 de julho de 2011

DDS #7



O que será, amor meu?


(Je voudrais vous donner le jus des grenadilles, ma petite * )

sexta-feira, 8 de julho de 2011

DDS #6, ou «O Amor e o Apocalipse», ou «Old is always better»

Re-passeando-me pela «The Age of Adz», sei o quão perto o Amor está do Apocalipse.

É assim uma distância tão pertinho como o tempo há que te não vejo. Assim um perto mais perto do que a falta das tuas mãos nas minhas. É um tudo mais perto do que acordar de manhã e ver-te embrulhada nos nossos lençóis, sossegada, feita presente de Natal para uma criança que nem percebe bem o que fez para merecer prenda tão perfeita. É um não saber bem como dizer coisas que se não conseguem dizer senão com o corpo. É ter-te em falta pelo sorriso e pelo abraço. É deixar de conseguir saber o sabor da fruta porque faltas tu para te dizer a que sabe. É deixar de correr, do trabalho para casa, sabendo que me esperas, e sabendo que todos os segundos que chegar mais cedo são mais segundos para nós. É um não saber muito bem como é que se vive, é uma desaprendizagem (in)volutária, um desleixe contínuo por tudo, uma negligência universal, uma apatia emocional, um apagar individual, um crescendo decrescente. Tudo.

O Amor está tão perto do Apocalipse como as Saudades que te tenho.


Post Scriptum: «A medida do amor é amar sem medida.» Elogio do Amor, de Jean-Luc Godard.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

lettres de tuileries


Aujourd'hui, la petite fille a été vue avec un jeune fils grecque, un petit gâteau et un mer de café. Ceux qui l'ont vu disent qu'elle était heureuse, mais que le manquait quelque chose... Le petit copain, le bisou, l'amour. 

Tu me manques *

domingo, 3 de julho de 2011

DDS #1


«And the meteorite's just what causes the light
And the meteor's how it's perceived
And the meteoroid's a bone thrown from the void that lies quiet in offering to thee»
JN

«I still love you a lot; Oh! I love you from the top of my heart
And on your breast I gently laid. Oh! My head in your arms»
SS

serve a nebulosa do anel, amor, para reiterar o pedido: casa-me. (existem sete biliões de pessoas no mundo, meu amor, e apenas casarei contigo. sempre.)