Este ano beijamo-nos em Hôtel de Ville.
terça-feira, 29 de março de 2011
domingo, 27 de março de 2011
Dizia a minha mãe que o melhor da melodia é virar o disco e vem logo uma nova companhia. Mas eu não quero assim. Vem p'ra mim.
Lua cheia já fará e eu não sei onde ela está
Deito-me eu que é amanhã segunda-feira
Tento em vão adormecer mas eu não sei como fazer
Sinto o tempo a despassar-me a noite inteira
De onde vem a sensação privar-me a mente da razão
Um dia foi sem si e faz já lua-cheia
Pesa dentro o coração, como se o medo e a aflição
Fossem durar-me aqui no peito a vida inteira.
Noite escura fora faz e eu anseio a minha paz
Penso em Deus. Se mal fiz eu, ou coisa feia.
Se algum dia fui um chato ou disse em tom mais insensato
Alguma coisa ao lado errado ou fiz asneira...
Minha voz não soará, da minha boca sairá
Só coisas para teu prazer, se ainda houver maneira.
Lua cheia fora faz e eu não sei onde tu estás
Sem ti não sei do mundo eu já não tenho ideia.
Sempre sempre sempre só só só teu. Completa, total, eterna, incondicional e universalmente teu, Maria.
terça-feira, 22 de março de 2011
domingo, 20 de março de 2011
greatness
Meu amor,
Há quase dois anos que Ela nos visitou. Meu querido, meu Anjo, ainda hoje tenho medo, não o escondo. Foi demasiado horrível, a inacção completa, Ela a apoderar-se de mim, galopante. Há coisas de que me não lembro. Sei que não percebia na plenitude o que se passava, mas há imagens que me perseguem. A imagem da máscara, a imagem do pano no rosto, a dor, o tormento dessa dor, as tuas lágrimas. Meu amor, uma vez tive um sonho. Tive dois sonhos, aliás. Num deles eu estava numa falésia, de cadeira-de-rodas, com uma menina, também ela de cadeira-de-rodas. De repente, a cadeira começava a correr em direcção à falésia e eu caía. Acordei. No outro sonho, eu estava a conduzir um carro, embora as minhas pernas nada sentissem ou coordenassem. Estavam enroladas por debaixo do banco, como se fossem meros acessórios do meu corpo. Acessórios parcos de vida. Também nesse sonho perdia o controlo do carro e nada conseguia fazer. Acordei e nem sequer numa cadeira de rodas estava. Não me mexia, não falava sequer. E tudo o que quis, nesse momento, foi um abraço, daqueles por inteiro, que alguém me pegasse ao colo e me levasse daquele sítio, em que uma luz branca me olhava nos olhos, me fixava. A prisão no próprio corpo. Ser-se aquilo e já não se ser. Deixei de ser aquele corpo, sabes? Um corpo que me matava não podia ser o meu corpo, a quem eu também amara.
Meu amor, nós vencemos tudo isso. E sei, sem qualquer dúvida de que, se hoje vivo, é por ti. Pelo nosso V, daquele dia em que ambos nos olhámos e pensámos que a nossa vida nos estava a ser roubada. Tomé, meu Coração, minha Bravura, minha Coragem. Amo-te. Amo-te e tanto te devo. A nossa força é maior do que a vida e do que a morte. O nosso Amor é mais resistente do que qualquer metal da terra. Meu amor... Como é que a nossa história não figura nos grandes romances de amor? Somos vida e coragem. Somos a Força. Juntos somos Grandes. Sei que somos eternos. Adoro-te.
Um dia levaste-me isto, lembras-te?, e confiaste de que iríamos juntos ao Cinema São Jorge, nas primaveras de Maio. Meu Senhor e Marido, existo por ti. Pela alegria e vontade de todos aqueles dias e todos aqueles desde então. Sei-me a mais feliz mulher deste mundo. A mais afortunada. A mais honrada. Bem sabes que nem todas as mais belas palavras escritas por todos os poetas desta terra conseguirão, por uma vez que seja, cantar o nosso Amor. Mas ainda assim, Tomé Rey Veríssimo, a nossa, a tua Devoção, por nós, por mim, pela Vida, quero relembrá-la, fazendo o Elogio do Amor, aqui.
Para Sempre tua,
Maria.
segunda-feira, 14 de março de 2011
coisas que já ninguém faz
comemorar um noivado. não é um qualquer, é o nosso. o mais belo e perfeito de todos. tão cheio de vida, e tão inteiro. um noivado que nega o miguel esteves cardoso quando este diz que hoje em dia já ninguém se apaixona de verdade, e devolvemos-lhe tudo o que ele pede: a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo.
és-me a vida inteira, maria.
quinta-feira, 10 de março de 2011
liberté
if I was crying
in the van, with my friend
it was for freedom
from myself and from the land
(thank you, my Beloved)
quarta-feira, 2 de março de 2011
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