roubar-me-ás, e ter-me-ás, meu amor, na nossa casa nas grandes florestas. ter-me-ás também na nossa casa junto dos grandes lagos, em chicago, com o sufjan, em toronto, com a leslie.
em casa, nós, e os nossos. com petizes abraçados em nós, nos cangurus, e correndo pela casa, com flores em vasos e no jardim, com janelas grandes, com pomares longos, e baloiços de corda em árvores. com vinho, com velas e com risos. preciso tanto a nossa Família, Maria. quero todo o meu tempo para nós. mais do que três vidas inteiras.
domingo, 29 de maio de 2011
casimir pulaski day
E tão próximo do nosso dia. V
Meu amor, posso confessar-te o quão em sonho me sinto com as Histórias dos Grandes Estados?
(posso um dia roubar-te para uma casa nossa assim perto das grandes florestas?)
sexta-feira, 27 de maio de 2011
quarta-feira, 11 de maio de 2011
828
Deixa dizer-te os lindos versos raros
Que a minha boca tem pra te dizer!
São talhados em mármore de Paros
Cinzelados por mim pra te oferecer.
Têm dolência de veludos caros,
São como sedas pálidas a arder…
Deixa dizer-te os lindos versos raros
Que foram feitos pra te endoidecer!
Mas, meu Amor, eu não tos digo ainda...
Que a boca da mulher é sempre linda
Se dentro guarda um verso que não diz!
Amo-te tanto! E nunca te beijei...
E nesse beijo, amor, que eu te não dei
Guardo os versos mais lindos que te fiz!
Sou das ciências, meu amor, e conto. Conto as coisas que fiz e, sobretudo, as que ainda não fiz. Melhor: contabilizo. Sento-me, no quarto quase escuro, entre papéis no chão e roupa por e para lavar, e vou fazendo riscos que são a nossa vida. Entre números e tempos, escrevinho as músicas e os poemas que nos quero, sonho os nossos livros, vejo os nossos pequenos e sinto o teu cheiro. Tanta insatisfação, amor! Tanto mais querer, para nós... Há tnato que temos ainda de fazer...
Sinto-te tanta falta, Maria!...
segunda-feira, 2 de maio de 2011
XXVII
Também a 2 de Maio nasceu o grande Novalis, meu amor. O Romantismo Alemão, quase tão grandioso quanto nós, faz-me sonhar-te, sofrer-te, desesperar-te. Nos Fragmentos tenho lido sobre a Natura, a Arte, a Poesia. Hoje, li sobre a Vida, e, perguntei-me, poderia ele antever uma Vida tão perfeita, tão fonte de tudo, tão adorada por isso mesmo, quanto a nossa?
O que é mais do que a Vida? - o culto da vida como culto da luz.
domingo, 1 de maio de 2011
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