terça-feira, 19 de outubro de 2010
outono
outono, com sol e frio. eu e tu, num acordar cedo. cheiro a café, daquele de cafeteira, com chávenas grandes, e as mãos que a abraçam. casacos, cachecóis, luvas, gorros e uma mesa no terraço. dentro, uma lareira, livros, e uma música de fundo, sempre presente. filmes a preto e branco, também. narizes frios que se beijam.
(o quanto preciso dos meus dias casados com os teus, Maria * )
domingo, 17 de outubro de 2010
casa(-me)
a nossa casa é uma exigência, Maria, meu Amor. é algo maior do que o mundo. é um desejo maior do que a vida, e maior do que qualquer existência. a nossa casa é-me tudo. quero-nos juntos, dia e noite, todos os dias e todas as noites. quero chegar a casa e ouvir a nossa música, ver os nossos filmes, ler os nossos livros, (re)fazer as nossas viagens. quero o nosso tempo, Amor. devemo-nos uma vida inteira, sabemo-lo. quero escolher móveis e talheres, contigo, quero planear coisas, quero desenhar as nossas vidas na nossa vida.
aqui e agora, peço a nossa casa, minha tão querida Maria.
aqui e agora, peço a nossa casa, minha tão querida Maria.
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
aquilo para que vivi (ou a beleza de ti, ou tu em mim, ou coisas de ti, ou elogio ao amor)
aquilo para que vim, Maria, aquilo para que vivo, visto nos pontos do russell.
1. a busca do amor.
desde muito cedo que o procurei em muitos, quiçá demasiados, sítios. procurei em múltiplas geografias, inclusivé. este é, sem dúvida, um ponto seminal da minha vida. tive cheiros, momentos em que me pareceu sentir o amor a chegar. falso, ilusões provisórias de algo que se anunciava mas que nunca chegava. cria (e queria) amar e ser amado (com todos os clichés e tudo), e tudo fiz por isso. mas nunca nada. até ti. deambulei, como o russell, em zigue-zagues, bolinando entre borrascas, procurando a terra prometida (e que cria devida). e, também como o russell, estive à beira do desespero da loucura insana do abismo. até ti. saciaste-me a busca, saciaste-me as vontades, saciaste-me a alma, com o teu coração cheio. acalmaste-me o vento, as vagas, as tempestades, e sopras-me uma brisa calma e com direcção a algo maior, melhor e mais bonito. desde ti, esta busca perdeu todo o seu sentido, pois não preciso de procurar aquilo que já encontrei. é contínuo, é verdade, mas a busca agora é outra. é a busca de ti, de mim e de nós. de todos os nossos passos e de todos os nossos espaços. procuro-nos em cada uma das nossas viagens, fotografias e noites. quero a nossa vida inteira, como dizia o esteves cardoso, e quero os nossos sonhos, como lemos no mourão-ferreira.
hoje, quero o amor, como sempre, mas mais do que isso: quero o teu amor. nenhum outro quero porque nenhum outro me serve. és a minha noiva, e um dia serás a minha esposa, apesar de sempre teres sido a minha mulher. a minha busca, hoje, com muito menos desespero, mas com muito maior necessidade, é por nós. hoje, a minha loucura é outra, apesar dos laivos de insanidade (como acordar às 4h da manhã para te ir beijar a setúbal ainda antes das 7h). a minha entrega e devoção a ti são totais, universais, eternas e incondicionais, Maria.
tu serás a mãe dos meus filhos, Maria. da loira leonor, do bonito cineasta guilherme, da morena escritora sophia, da fotógrafa francesa maria, da doce bióloga alice, e de todos os outros. e até já os filhos que ainda não tivémos precisam de ti. porque os nossos filhos são nossos, meus e teus. com todos os genes e todos os humores.
tu és o meu futuro, Maria, e isso sossega-me. acalma-me pela paz que me traz, o saber-me completo. finalmente inteiro. és-me tudo, meu amor, e eu resumo-me em ti.
1. a busca do amor.
desde muito cedo que o procurei em muitos, quiçá demasiados, sítios. procurei em múltiplas geografias, inclusivé. este é, sem dúvida, um ponto seminal da minha vida. tive cheiros, momentos em que me pareceu sentir o amor a chegar. falso, ilusões provisórias de algo que se anunciava mas que nunca chegava. cria (e queria) amar e ser amado (com todos os clichés e tudo), e tudo fiz por isso. mas nunca nada. até ti. deambulei, como o russell, em zigue-zagues, bolinando entre borrascas, procurando a terra prometida (e que cria devida). e, também como o russell, estive à beira do desespero da loucura insana do abismo. até ti. saciaste-me a busca, saciaste-me as vontades, saciaste-me a alma, com o teu coração cheio. acalmaste-me o vento, as vagas, as tempestades, e sopras-me uma brisa calma e com direcção a algo maior, melhor e mais bonito. desde ti, esta busca perdeu todo o seu sentido, pois não preciso de procurar aquilo que já encontrei. é contínuo, é verdade, mas a busca agora é outra. é a busca de ti, de mim e de nós. de todos os nossos passos e de todos os nossos espaços. procuro-nos em cada uma das nossas viagens, fotografias e noites. quero a nossa vida inteira, como dizia o esteves cardoso, e quero os nossos sonhos, como lemos no mourão-ferreira.
hoje, quero o amor, como sempre, mas mais do que isso: quero o teu amor. nenhum outro quero porque nenhum outro me serve. és a minha noiva, e um dia serás a minha esposa, apesar de sempre teres sido a minha mulher. a minha busca, hoje, com muito menos desespero, mas com muito maior necessidade, é por nós. hoje, a minha loucura é outra, apesar dos laivos de insanidade (como acordar às 4h da manhã para te ir beijar a setúbal ainda antes das 7h). a minha entrega e devoção a ti são totais, universais, eternas e incondicionais, Maria.
tu serás a mãe dos meus filhos, Maria. da loira leonor, do bonito cineasta guilherme, da morena escritora sophia, da fotógrafa francesa maria, da doce bióloga alice, e de todos os outros. e até já os filhos que ainda não tivémos precisam de ti. porque os nossos filhos são nossos, meus e teus. com todos os genes e todos os humores.
tu és o meu futuro, Maria, e isso sossega-me. acalma-me pela paz que me traz, o saber-me completo. finalmente inteiro. és-me tudo, meu amor, e eu resumo-me em ti.
sábado, 9 de outubro de 2010
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
bergman e duras versam sobre Ti
na minha boca, as coisas d'ele
Se a tua boca as diz
Se no teu rosto as vejo
As palavras são coisas
Quando as fere o desejo
E quando dizes mar
E quando dizes norte
Não sei se nao me acerco
De um bocado de morte
E quando dizes barco
Ou quando dizes esfera
Há águas que transbordam
E inundam a terra
As palavras são coisas
As palavras são um perigo
Se acaso as pronuncias
Quando não estás comigo
E quando tu adormeces
Muda num sonho fundo
Tudo se desvanece
E deixa de haver mundo.
Bernardo Pinto de Almeida
(são do meu coração para o teu, Maria * )
Se no teu rosto as vejo
As palavras são coisas
Quando as fere o desejo
E quando dizes mar
E quando dizes norte
Não sei se nao me acerco
De um bocado de morte
E quando dizes barco
Ou quando dizes esfera
Há águas que transbordam
E inundam a terra
As palavras são coisas
As palavras são um perigo
Se acaso as pronuncias
Quando não estás comigo
E quando tu adormeces
Muda num sonho fundo
Tudo se desvanece
E deixa de haver mundo.
Bernardo Pinto de Almeida
(são do meu coração para o teu, Maria * )
terça-feira, 5 de outubro de 2010
diamonds and carousels
sonho-nos em paris, meu amor, com o diamante e os carrocéis.
sê a minha mulher. eu serei o teu marido. sempre (i'll bake you apple pie).
sê a minha mulher. eu serei o teu marido. sempre (i'll bake you apple pie).
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