aquilo para que vim, Maria, aquilo para que vivo, visto nos pontos do russell.
1. a busca do amor.
desde muito cedo que o procurei em muitos, quiçá demasiados, sítios. procurei em múltiplas geografias, inclusivé. este é, sem dúvida, um ponto seminal da minha vida. tive cheiros, momentos em que me pareceu sentir o amor a chegar. falso, ilusões provisórias de algo que se anunciava mas que nunca chegava. cria (e queria) amar e ser amado (com todos os clichés e tudo), e tudo fiz por isso. mas nunca nada. até ti. deambulei, como o russell, em zigue-zagues, bolinando entre borrascas, procurando a terra prometida (e que cria devida). e, também como o russell, estive à beira do desespero da loucura insana do abismo. até ti. saciaste-me a busca, saciaste-me as vontades, saciaste-me a alma, com o teu coração cheio. acalmaste-me o vento, as vagas, as tempestades, e sopras-me uma brisa calma e com direcção a algo maior, melhor e mais bonito. desde ti, esta busca perdeu todo o seu sentido, pois não preciso de procurar aquilo que já encontrei. é contínuo, é verdade, mas a busca agora é outra. é a busca de ti, de mim e de nós. de todos os nossos passos e de todos os nossos espaços. procuro-nos em cada uma das nossas viagens, fotografias e noites. quero a nossa vida inteira, como dizia o esteves cardoso, e quero os nossos sonhos, como lemos no mourão-ferreira.
hoje, quero o amor, como sempre, mas mais do que isso: quero o teu amor. nenhum outro quero porque nenhum outro me serve. és a minha noiva, e um dia serás a minha esposa, apesar de sempre teres sido a minha mulher. a minha busca, hoje, com muito menos desespero, mas com muito maior necessidade, é por nós. hoje, a minha loucura é outra, apesar dos laivos de insanidade (como acordar às 4h da manhã para te ir beijar a setúbal ainda antes das 7h). a minha entrega e devoção a ti são totais, universais, eternas e incondicionais, Maria.
tu serás a mãe dos meus filhos, Maria. da loira leonor, do bonito cineasta guilherme, da morena escritora sophia, da fotógrafa francesa maria, da doce bióloga alice, e de todos os outros. e até já os filhos que ainda não tivémos precisam de ti. porque os nossos filhos são nossos, meus e teus. com todos os genes e todos os humores.
tu és o meu futuro, Maria, e isso sossega-me. acalma-me pela paz que me traz, o saber-me completo. finalmente inteiro. és-me tudo, meu amor, e eu resumo-me em ti.
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