segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Like a rolling stone

Like a Man
então, é assim: um dia, terá óculos aos quadradinhos, e terá barba, ou terá longas tranças e usará vestidos de pasmar. há-de ser o que for, mas terá sempre todo o nosso amor.
um dia, a nossa família terá mais pessoas. seremos muitos, a perder de vista, encheremos as nossas casas, e faremos jantares até de madrugada. tocaremos batuques e dançaremos no jardim. hão-de ser o tomé, a leonor, a maria, a sophia, o pedro, o miguel e a madalena, todos correndo, de calções e vestidos, saltando de árvore em árvore, trepando o mundo inteiro.


(Like 2012
momentos há em que há demasiadas coisas indizíveis e impossíveis de inexplicar. como dizer as coisas que se vão empilhando no monte dos por-dizer, se o que se sente não se pode sentir... a necessidade de dizer torna-se premente, torna-se imperativo, torna-se o ponto basilar onde tudo se confia, e, no fim, inevitavelmente, falha, porque a boca falha sempre ao coração. resta o esperar que o silêncio, tantas vezes também nosso cúmplice, cumpra a sua missão, e que leve em si a mensagem que se sabe. aqui e agora, como oposição ao ruído das palavras, tudo meu é silêncio. cansam-me os tomos; as conversas e as densidades de mãos dadas. quero só o sossego e o vazio leve da paz.
do vosso,
tomé.)

1 comentário: